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Categoria: Para Meditar...
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nao deixes teu ouvido ouvir

Ter opinião própria é algo admirável. Conhecer os factos, ser um bom observador e saber ouvir é fundamental para fazer uma análise totalmente independente de outros. Claro, isto não quer dizer que devemos discordar de toda a gente para mostrar que temos opinião! Tanto os que concordam com tudo, quanto os que discordam de tudo, estão com o seu senso crítico desajustado.

Tenho observado uma nova tendência hoje em dia que empurra todos a opinar sobre tudo o que se passa no mundo. E muitos, sem se dar conta, acabam por falar do que não entendem. As redes sociais estão cheias de “comentaristas de plantão”, que parecem especialistas em todo o tipo de assunto, munidos de informações totalmente parciais ou  fundamentadas no mero “disse-me que disse.”

Se alguém me perguntasse sobre qual o melhor rumo para a economia do País, não saberia responder. Não me julgo apta a opinar sobre algo tão importante e que conheço superficialmente. Além deste assunto, há muitos outros que eu não entendo e não me arrisco a palpitar.

Quantos já não fizeram juízos de valor sobre pessoas, instituições e factos baseados em conclusões de terceiros ou meros “achismos”? Desconhecem os factos e o contexto, por isso passam anos dentro da caixa da ignorância.

Apoiados nestes conceitos errados, rótulos têm sido colocados todos os dias, induzindo-nos muitas vezes em erro.

Já tiveste ideias pré-concebidas sobre pessoas que julgavas antipáticas ou más e, quando tiveste oportunidade de conhecê-las, acabaste por te surpreender?

A vida é assim!

Pensar por si só é o melhor exercício para viver bem.

Deixa os rótulos para os produtos nas prateleiras das lojas, não os apliques aos seres humanos!

Não somos juízes neste mundo, portanto, quanto menos criticarmos e julgarmos, menos sofrimento traremos para nós mesmos.

Podes discordar de mim e ter uma opinião bem diferente da que eu escrevi. Não é por isso que serei intolerante contigo. Respeitarei, com toda a certeza, o teu pensamento.

Porém, que a tua opinião seja pautada em realidades sólidas e conhecidas profundamente, vendo o mundo pelos teus próprios olhos e não pela “miopia de alguns olhos alheios”.